o publicitário André Damasceno, fundador do Melhor do Marketing e coach executivo pela Academia Brasileira de Coaching
Não é de hoje que se discute o poder da internet e a força das mídias sociais. Afinal, estamos falando de mundo que congrega no Brasil 82,4 milhões de pessoas (dados IBOPE Nielsen Online) e de um universo que conta atualmente com cerca de 50 milhões de usuários do Facebook e 33,3 milhões no Twitter (relatório Semiocast). Mas, apesar de ter o maior alcance entre os usuários ativos de internet, os brasileiros ainda aproveitam muito pouco o potencial das ferramentas para converter seus relacionamentos em negócios, alega o publicitário e fundador do Melhor do Marketing, André Damasceno. “Costumo sempre dizer: redes sociais são canais de relacionamentos. E relacionamentos são negócios disfarçados”, diz o coach executivo pela Academia Brasileira de Coaching. Continuar lendo Planejamento estratégico é fundamental→
Holly Golightly (Audrey Hepburnn) do filme de Blake Edwards Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s), do clássico de Truman Capote
Há 51 anos o cineasta Blake Edwards trazia às telas uma obra de Truman Capote que virou clássico e incorpora até hoje a ânsia por se diferenciar pelo estilo e pela posse de um artigo “único”: o filme Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s), estrelado por Audrey Hepburn, que imortalizou a personagem Holly Golightly, uma garota de programa nova-iorquina com ares de socialite e apaixonada pelas joias da Tiffany´s. A história, que ainda emociona gerações, destaca o desejo de consumo diferenciado e a força de uma marca com um padrão que a define pelo requinte máximo. “O mercado de luxo sempre existiu. O que aconteceu nos últimos anos foi a vinda de marcas internacionais para o país devido ao nosso crescimento econômico. Um outro aspecto importante no Brasil é que, como temos uma das piores distribuições de renda do mundo, a classe mais favorecida economicamente fica cada vez mais rica e, consequentemente, consome ainda mais”, diz Paulo Al-Assal, diretor-geral da Voltage (agência de pesquisa especializada em tendências) e coordenador da pesquisa Brand Personality, que mostra a clara tendência de repensar o consumo.
Americo Neto, Diretor de Atendimento da Viamídia Publicidade
Na rota das marcas de Luxo, Brasília lidera o ranking e Belo Horizonte também desponta entre as cidades, embora ainda entrem neste cenário Salvador, Recife, Curitiba e Porto Alegre. “Aqui no Brasil existem produtos de marca de luxo, praticamente desenvolvidos unicamente para o nosso mercado. São produtos mais simples e mais baratos, no entanto, com a marca de luxo que todos desejam”, diz Americo Neto, Diretor de Atendimento da Viamídia Publicidade, para quem o público que consome tanto produtos de luxo busca diferenciais concretos. “Quem compra, quer primeiro qualidade e busca por produtos teoricamente melhores. Depois, pelos valores agregados às marcas como: estilo, status, ascensão social. E principalmente: pelo sonho!”.
Alessandra Nutels, Diretora de Marketing e Comercial da Flu Look
É um fato. A situação da economia brasileira trouxe incalculáveis mudanças que até o momento são positivas. Transformou os consumidores mais exigentes. Eles demandam um grau de complexidade maior por parte das marcas em suas estratégias. “É um público mais exigente e com mais dinheiro para gastar, formado por pessoas que estão encontrando o luxo ao alcance das mãos. Esse público consome produtos de luxo exatamente porque passou a ter facilidade de acesso a eles. Se luxo é sinônimo de bom gosto, a nova classe consumidora tem bom gosto e quer usufruir disso”, lembra Alessandra Nutels – Diretora de Marketing e Comercial da Flu Look (AL), que sempre apostou em diferenciais e, por isso, tem sido pioneira em muitas iniciativas.
Rodrigo Stéfani Correa, coordenador do grupo de pesquisas em Marketing de Luxo da UFPE e professor adjunto do Departamento de Comunicação.
Quem consome o Luxo não só está numa faixa social de alta renda, como também aspira uma relação mais estreita com as marcas (pautado pela transparência, honestidade, confiança, integridade, respeito e ética), espera ser constantemente surpreendida com ações de relacionamento e busca a valorização da qualidade de vida e do bem-estar. Por isto, da mesma forma quer consome produtos, consume mais informação em conversa com amigos e nas mídias convencionais e digitais. “Historicamente, o luxo sempre foi relacionado à ostentação, futilidade e excentricidade. Hoje é totalmente diferente. Na hipermodernidade, o luxo está intimamente ligado a qualidade de vida, ao bem estar, a educação e a novas experiências (sensações). Parece ser um equívoco focar o luxo nos atributos do produto apenas, como raridade, qualidade e desempenho”, coloca Rodrigo Stefáni Correia, que realizou diversos estudos. Para ele, a comunicação, a estrutura e os serviços atrelados à marca (consultoria, ações de entretenimento e acesso a culinária, artes, vinhos e literatura) são mais fortes do que a oferta de produtos diferenciados. “Não adianta as empresas oferecerem produtos magníficos de grifes famosas ou de marcas consagradas, se a mesma não pensar na arquitetura do seu ambiente de venda, na hiperqualificação de seus funcionários e nas condições de acomodação do consumidor para um universo sensorial, mágico, encantador. A comunicação também muda radicalmente, o trade de luxo não comporta publicidade tradicional, não é receptiva a comunicação promocional e às tradicionais estratégias de relacionamento”, ressalta Correa, que é coordenador do grupo de pesquisas em Marketing de Luxo da UFPE e professor adjunto do Departamento de Comunicação.
Não é novidade que os consumidores estão cada vez mais exigentes. Como público diferenciado, eles necessitam de atenção especial e demandam um grau de complexidade maior que vai além da busca por viagens, cosméticos, novos restaurantes, spas, roupas e acessórios. As vendas de bens de luxo estão superando os diversos setores da economia e alcançando um mercado que, anteriormente, representava no passado renda adicional e hoje se reflete puramente em investimento. “Definitivamente, o luxo é negócio principalmente, quando falamos de imóveis. É possível obter muita liquidez através de investimentos neste mercado, principalmente, quem tem visão de futuro, pois o mercado de imóveis de luxo ainda tem muito o que crescer em todo o País. Cerca de 80% dos meus clientes ganham muito dinheiro no mercado imobiliário e alguns costumam investir na bolsa, mas não abrem mão de colocar seu dinheiro em imóveis de alto padrão. E quem quer investir, mas não sabe bem como, deve procurar um consultor, que vai saber bem onde estão as tendências, o que naquele momento é um projeto, mas depois vai significar lucro”, diz a Consultora Imobiliária Maria de Jesus (PE), que atende um público em ascensão, destacando-se empresários, profissionais liberais bem sucedidos e estrangeiros.
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