No mundo da leitura, existe ainda muito o que se plantar, e o cenário demonstra que apesar do crescimento da inovação, o setor não está morrendo em definitivo. Uma nova ferramenta tem contribuído como estratégia de marketing para aproximar o público consumidor deste mercado. Ainda de forma muito embrionária, os books trailers apresentam um formato com as mesmas dinâmicas da publicidade em geral e fornece um novo estímulo à compra ao potencial consumidor, na opinião do publicitário Márcio Martinelli, Sócio-diretor da Bluebox. “O booktrailer não visa a redução de custo e sim o aumento do número de leitores da publicação. Pode ter uma produção mais luxuosa ou mais econômica. A ideia e a criatividade devem prevalecer em detrimento do valor do investimento. Mas não acredito que uma produtora possa sustentar-se somente com a produção desse formato”, analisa.
“Quanto mais a gente souber conectar esses mundos diferentes, melhor vamos aproveitar o potencial de cada um deles”, é o pensa a jornalista Daniela Arrais, uma jovem profissional pernambucana, bastante centrada, que conseguiu aliar a comunicação em todas as esferas e possibilidades. Formada pela Universidade Federal de Pernambuco, ela passou pelas redações do Jornal do Commercio e chegou inclusive há atuar durante anos pela Folha de São Paulo, mas foi a paixão pelo jornalismo online que a conquistou, depois de uma paquera despretensiosa. “Sempre achei que fosse fazer duas coisas na vida profissional. Me formei em jornalismo, fiz o programa de treinamento da Folha de São Paulo, trabalhei por lá durante alguns anos. Em paralelo, comecei um blog, o Don’t Touch My Moleskine (www.donttouchmymoleskine.com), onde ia postando textos, músicas, fotos que me alegravam. Por causa do blog, conheci a Luiza Voll, hoje minha sócia. Ficamos amigas de internet, nos conhecemos no mundo físico e percebemos que tínhamos uma paixão muito grande pela internet. Daí decidimos fazer algo juntas. Assim surgiu a Contente”, lembra ela.
No universo do crowdfunding, por exemplo, os booktrailers se tornaram uma das melhores formas de conquista do financiamento coletivo, segundo o coordenador de Comunicação e Imprensa do Catarse (RJ), Felipe Caruso. “Literatura é a 3ª categoria que mais tem projetos no ar no Catarse: são 20. Como o vídeo é obrigatório, os autores acabam fazendo teasers dos seus livros. A editora Realejo, por exemplo, já fez quatro projetos e o que está no ar agora tem bem essa pegada de trailer: http://catarse.me/pt/nada”, destaca. E é assim que a ferramenta vai se ganhando força e não é a toa, pois ela consegue integrar duas paixões lúdicas: a literatura e o audiovisual do cinema.
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