Uma produção a ser apoiada pelas marcas

cine97279Durante mais de cinco décadas a frase “Cinema é a maior diversão” do empresário cinematográfico Luiz Severiano Ribeiro, fundador do grupo Severiano Ribeiro, tornava grande e memorável uma das experiências mais impactantes para a sociedade. Hoje, a indústria cinematográfica não é mais a mesma, e o que impera atualmente no país é uma fábrica de produção audiovisual, que proporciona mais do que entretenimento. Este é um cenário de sucesso para um novo mundo de negócios em que saem ganhando os seus realizadores, marcas, prestadores de diversos serviços (em especial de todas as áreas da comunicação) e naturalmente agências de propaganda. E não é a toa. Este mercado não para de crescer desde 2002 quando nasceu a Ancine – Agência Nacional do Cinema. “O conteúdo audiovisual é um excelente meio para divulgação de marcas, empresas e produtos. E envolve desde peças publicitárias até o próprio merchandising. Estratégias diferenciadas aproximam o conceito deste conteúdo com espírito da marca, da empresa e do produto a ser divulgado. Envolvem diversas ações criativas”, diz Mario Diamante, diretor de projetos audiovisuais do Arte1/ Grupo Band (SP).

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O ponto de partida do mercado audiovisual

carla_camuratiInegavelmente a atual produção audiovisual é reflexo de um processo de resgate do cinema nacional com Carlota Joaquina – Princesa do Brasil de Carla Camurati, há 20 anos, que trazia uma nova onda no mercado brasileiro recolocando-nos em destaque. Este movimento foi definitivamente iniciado com o aporte de muitas marcas (mesmo que aos trancos e barrancos) e beneficiou, inclusive, outras produções subsequentes como Baile Perfumado (1996), Central do Brasil (1998), Cidade de Deus (2002), Tropa de Elite (2007), Bruna Surfistinha (2011) e mais recentemente o Hoje eu quero voltar sozinho, por exemplo. Até novembro de 2013, este cenário cinematográfico brasileiro registrara a venda de 22 milhões de ingressos para filmes nacionais no mercado interno brasileiros, para projetos como “Meu passado me condena”, apontado como a segunda maior bilheteria do ano. “Nos últimos 20 anos, não havia uma produção constante de filmes de longa, por exemplo, com alto grau de comunicabilidade com o público, ou autorais ou produção de series com produção independente”, lembra Mário Diamante, diretor de projetos audiovisuais do Arte1/ Grupo Band.

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Indústria e mercado, um casamento de sucesso

hoje_eu_quero_voltar_sozinho_-_reproducao_centro-450x237Em outubro do ano passado, a Empresa de Distribuição de Filmes – RioFilme anunciou durante o Festival de Cinema do Rio o lançamento de editais de financiamento para o setor audiovisual que devem contemplar 40 projetos nas áreas de cinema, web e televisão com o montante de R$ 10,16 milhões. São três linhas que irão receber investimento seletivo e prevê pelo menos 15 filmes (ficção, animação ou documentários), 11 projetos de curtas e dez projetos de séries para o YouTube. Essas produções iniciadas em web, por exemplo, talvez tenham sido o gatilho de uma nova forma de ver a produção no Brasil, a partir de projetos do Parafernalha de Felipe Neto (como o Não faz sentido). “Há, de fato, uma revolução tecnológica em curso, com uma mudança radical nos hábitos de consumo de mídia/ informação. Há muitos fatores que influenciam esse movimento simultaneamente como mentalidade, demanda do espectador, consumidor por conteúdo nacional, sensibilidade das empresas e marcas, crescimento de uma mão de obra e de infraestrutura para produção de qualidade competitiva, normas e leis de proteção”, destaca Samantha Ribeiro de Oliveira, gerência de aquisições nacionais da EBC/ TV Brasil (RJ).

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É modismo ou tendência, o que realmente com o consumidor?

kv-dusk-e-copiaSegundo o antropólogo e consultor de empresas Grant McCracken, citado em matéria da Época Negócios em 2012, “nós temos de aprender a entender melhor o que é uma tendência”, em seu curso no MIT (Massachusetts Institute of Technology). Para o especialista, há uma confusão acerca do que são meras novidades e tendências, no mundo de hoje. E as empresas, marcas e agências estão trabalhando incansavelmente em cima de fatores que despontam como mudanças, mas que nem sempre se configuram como uma guinada profunda de comportamento, o que consequentemente está diretamente relacionada à tendência. “Dentro do atual cenário de grandes mudanças, o que podemos conceituar de tendências são aquelas mudanças mais estruturais e duradouras de preferências e, consequentemente, de consumo”, comenta Maurício Garcia (SP), diretor regional do IBOPE Inteligência em Recife.

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