Mais do que um apaixonado por publicidade, Rodrigo Stéfani Correa é um profissional do mercado que voltou seus esforços também para a licenciatura e, como professor há oito anos, percebeu que a maioria das publicações relacionadas ao setor se focavam muito em cases, que apesar de importantes apresentavam uma única abordagem da carreira. Lecionando e coordenando o curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Federal de Pernambuco, percebeu que sua trajetória profissional e que o conjunto de suas pesquisas congregavam material para facilitar a vida de estudantes, em termos não só de referências, mas também sobre a visão da profissão.
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A necessária transição da propaganda
Na década de 60, o mundo mudava em diversos aspectos. A União Soviética mandava o primeiro homem ao espaço sideral, Yves Saint Laurent abria seu próprio portfólio e o presidente John Kennedy era assassinado, contudo, muita coisa também acontecia no “país do futebol”, que conquistara em 1962, pela segunda vez a Taça Jules Rimet, na final da 7ª Copa do Mundo. Nesta época, o Brasil foi marcado por diversas rupturas no processo político, na moda e na música com o nascimento da Bossa Nova, o avanço da Jovem Guarda e a chegada do Tropicalismo, por exemplo. Mas, antes de tudo, mudamos enquanto sociedade de consumo diante de uma conjuntura conturbada e que pouco conhecia sobre gasto em larga escala e opções em ponto de venda. E é neste cenário que conhecemos a nova indústria da publicidade, que passa a ter um papel indispensável trazendo tempos que não voltariam mais, com as imagens atraentes da mídia televisiva, que trouxeram comerciais que impactaram uma geração.
Outros Críticos é a reinvenção e do mercado
A nova comunicação é definitivamente adaptável, e os meios não são mais tão tradicionais. E este é o caso de Outros Críticos, publicação pernambucana que surgiu como um blog de música e transcendeu para um perfil diferente do original. Hoje, a revista apresenta uma nova linha e proposta que amplia as suas possibilidades de discussão com editoriais, artigos e reflexões sobre temas profundos que se comunicam com a cultural, comportamento e a música de uma forma geral. “O Outros Críticos surgiu como um blog de música, predominantemente com entrevistas que fazíamos assinando com diversos heterônimos (personagens), como Júlio Rennó, Amélie Marie, Alberto Infante etc. Todos esses personagens, esses outros críticos, escreviam no blog em diálogo com artistas, músicos, jornalistas. Naturalmente, com o tempo, sentimos necessidade de ir para outros formatos. Com isso, desenvolvemos publicações sobre música e crítica cultural, debates, festivais, coletâneas”, lembra Carlos Gomes, seu editor.
Os insights para empreender on e offline
Um ideia que nasceu simplesmente com o propósito de contribuir para quem deseja “ser um publicitário informado”, o Plugcitários tem se configurado mais do que um blog que aborda assuntos sobre publicidade, comunicação, tecnologia e de comportamento relacionado aos interesses de profissionais do mercado. Tornou-se um empreendimento no mundo online que alcançou o offline, através de uma amplitude de ações interligadas em um plano estratégico maior do que a ideia original do seu idealizador, Erickson Monteiro, que começou sua carreira na propaganda aos 15 anos, passando por diversas agências. “Eu sempre acompanhei muitos blogs de publicidade, porém, os blogs de publicidade se prendem muito ao mercado publicitário. Minha ideia era criar um blog de publicidade que, além da publicidade, apresentasse conteúdos que envolvam arte, cultura, tecnologia, cinema, games, música, fotografia e outras áreas da comunicação”, destaca o jovem publicitário.
Plantando seu pé de manga
Publicitário, designer e gráfico é assim que se define Alfredo Galamba idealizador e comandante da ExpoLAB – Escola de Economia Criativa, em pleno Polo Digital, no Bairro do Recife, em Pernambuco. Com duas décadas de atuação na comunicação, este especialista aproveitou o seu know-how em tantas áreas para enveredar das salas de criação e produção para outro importante lado do mercado, que é a formação profissional. Tudo pelo sonho de empreender e capitanear o seu próprio barco, seguindo seus próprios princípios de desenvolvimento nos setores que domina e que acredita necessitarem de novos olhares. “Não é fácil empreender por que você começa do zero. Eu costumo fazer uma analogia com um pé de manga. Você tem que plantar e escolher a melhor semente, ou seja, o melhor produto. Ainda tem que perceber o melhor local em que você vai se instalar, fisicamente, e o húmus. Você tem que aguar constantemente e avaliar as ameaças externas, as ervas daninhas, que são as concorrências. E esperar para ter a melhor manga, o que só acontece com dois ou três anos. E hoje eu já estou colhendo os frutos”, diz orgulhoso pelo trabalho que vem desenvolvendo em gestão de cursos há dois anos com a sua Expolab.
A história que fica marcada na memória
Não há nada mais certo do que a ideia de que “são nas lembranças do passado e dos momentos vividos que conseguimos enxergar todo o nosso crescimento”, especialmente quando tratamos da propaganda. Ao longo das últimas seis décadas, o mercado evoluiu e a publicidade seguiu o mesmo caminho, mas muito do que vimos no passado continua no nosso imaginário. Isto porque, antes do surgimento do storytelling propriamente dito, muitas campanhas e comerciais criados criaram esta capacidade de dialogar diretamente com o público, de emocionar e encantar. E desta forma, ficaram no eternamento no nosso consciente. Afinal, qual adolescente não se identificou imediatamente com o “Meu Primeiro Soutien” criado pela WBrasil para a Valisere por Washington Olivetto, em 1987, que marcou toda uma geração de garotas, e é reconhecido inclusive até por aquelas que nasceram depois dos anos 80. Continuar lendo A história que fica marcada na memória
Cores que trazem personalidade para Iquine
Tinta não é tudo igual, e a prova disso é o cenário que encontramos com mais de 250 empresas atuando no País, e é neste mercado que a Iquine vem se destacando, e de tal forma que o seu diretor de marketing e vendas conquistou em maio passado o título de Personalidade Área de Marketing, no 19º Prêmio Paint&Pintura, conhecido como o Oscar do setor de tintas brasileiro, em cerimônia de premiação em São Paulo. Esta é um lembrete do seu forte posicionamento num universo competitivo e em constante crescimento, em virtude ainda do desenvolvimento de outros setores. “Atualmente a Iquine trabalha para ser a terceira marca de tintas do mercado brasileiro. Estamos fortalecendo, cada vez mais, nossa participação nas regiões Norte e Nordeste com o aumento de nossa linha de produtos e aumento nos investimento em marketing. Buscamos o crescimento no mercado do Sudeste e Centro Oeste, com o aumento de nossa estrutura de distribuição e participação nos maiores players do varejo de material de construção. A premiação representa um reconhecimento ao trabalho coletivo da Iquine. É resultado do comprometimento e competência de nossa equipe e da capacidade de superação de todos”, destaca o executivo premiado, Alan Souza.
O Live Marketing mostra poder e força no mercado moderno

Mês passado, o sócio-diretor da Conceito Live Marketing Tony Coelho lançou o livro “Do Marketing Promocional ao Live Marketing. Below é a PQP, como diz Victor Oliva” pela Editora Conceito, durante o 2º Congresso Brasileiro de Live Marketing, que aconteceu no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. Este lançamento reforça o desenvolvimento deste setor que já registra importante movimentação no cenário nacional, com o crescimento do número de agências especializadas e no constante aumento dos investimentos de empresas e marcas em ações de marketing vivo, antes denominado promocional.
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A incrível compensação da boa imagem
O que há por traz da pós-produção de uma imagem no processo de finalização ganha cada vez mais espaço no mercado. E no mundo em que uma imagem acaba valendo mais do que mil palavras, a pós-produção e o retouch vieram para adequar o processo final de criação. E ganhou mais força em virtude da condição do consumidor moderno que está cada vez mais exigência com o visual e com a mensagem que recebe. “Uma olheira expressiva, um excesso de celulite, um cabelo arrepiado. Tudo isso pode ser alvo do retouch. A pós-produção, quando bem feita, costuma resultar num trabalho mais bem acabado. Tudo melhora: cor, textura, sonorização. Este trabalho é a cereja no bolo de qualquer produção. Eles permitem ao mercado de comunicação alcançar um resultado mais profissional em filmes, anúncios, outdoors, entre outros. Mas precisa ser usado sempre com moderação”, enfatiza André Muhle, diretor de criação da Ampla Comunicação (ES).
A arte da imagem, do glamour ao labor
Quando se trata de imagem, erros e absurdos que, muitas das vezes, são praticamente impossíveis de acontecer em grandes agências, podem parecer algo surreal no mercado moderno. Mas, quem nunca foi impactado por uma imagem em campanha que mostra que o produto ou serviço é incrível? Algumas coisas se tornaram tão reais que é impossível não acreditar que é de fato como o que é apresentado. Mas, claro, há como identificar quando uma imagem passou por alguma “manipulação”, por exemplo, entretanto, talvez só para aqueles olhares mais acostumados e preparados. “A identificação está ligada a dois pontos extremos, o do mau uso e a execução de ideias mais complexas”, diz Ricardo Moreira da Moreira Estúdio (PE), que acredita que o processo como um todo reduz em muito possíveis erros. Como a pós-produção está diretamente ligada à dificuldade de execução da ideia, em sua opinião, existe uma ordem na linha de trabalho depois do tratamento por um especialista, ou estúdio (contratado para os casos mais complexos). Ela envolve o diretor de arte que aprova, o diretor de criação e o próprio cliente.