Um gato normalmente tem nove vidas, mas esta gatinha já tem quatro décadas de história no mercado mundial para contar. Assim como muitos personagens, a Hello Kitty é uma referência de infância de muitas garotas no mundo inteiro e, por isto, ganhou destaque até em música lançada em 2013 pela cantora canadense Avril Lavigne. Apaixonante, ela se consolidou como uma marca forte, inclusive no Brasil, país na qual aproximadamente 80 empresas detém a licença de uso da imagem para os mais diversos tipos de produtos em segmento alimentício, de confecção, calçados, brinquedos, papelaria, houseware, presentes, entre outros. “O traço da Hello Kitty transmite um sentimento de fofura e os seus produtos sempre encantaram as pessoas. Por mais que a sua origem seja japonesa, ela é bem aceita em todo o mundo e a sua diversidade de guias de artes permite que ela seja apresentada em diversos estilos”, diz Renata Pereto, gerente de marketing da Sanrio, empresa responsável pela criação e licenciamento desta personagem fictícia que usa um laço de fita vermelha.
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Quando a proximidade geográfica se reflete em boas ideias e negócios
Em 1983, surgiu uma expressão que mudaria o conceito de escritório como se conhecia: Escritório Virtual, com a ideia de que facilitar a estrutura e o acesso a contatos necessários numa relação de negócios, fugindo, contudo, da inflexibilidade de alugar ou montar um escritório completo. Este modelo alcançou o Brasil mais ou menos em 1994 e conquistou certo número de adeptos, porém, um novo formato vem ganhando cada vez mais adesão com uma proposta maior e resultados bastante atraentes para pequenas organizações e profissionais de diversas áreas. Este é o coworking que oferecem para os seus associados mais do que oferecer endereço comercial, escritórios estruturados e atendimento para recado.
“Logo de cara, o coworking traz a liberdade de ir e vir, de não se preocupar em ficar preso a um contrato de locação de vários meses em um imóvel ou conjunto comercial, livrando das preocupações com investimentos em infraestrutura, equipe, gastos fixos muito altos, manutenção, etc”, destaca Ana Vecchi, diretora da Vecchi Ancona – Inteligência estratégica (SP).
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Compartilhamento e uma nova possibilidade de negócios
Esta é realmente uma tendência que traz diversas opções e que surgiu de forma bastante peculiar e foi se desenvolvendo no começo dos anos 2000. O termo coworking foi criado em 1999 pelo americano Bernie De Koven, um designer de game que desenvolveu a expressão para descrever o trabalho colaborativo apoiado pelo computador. Mas, em 2005, passou a ser usado por Brad Neuberg para explicar o espaço físico com compartilhamento de área e de esforços, a partir primeiramente da própria iniciativa: o “Hat Factory”, um local de trabalho montado em um apartamento em São Francisco onde atuavam três profissionais de tecnologia. Um ambiente que abria suas portas durante o dia para autônomos que precisavam não só de um lugar para trabalhar como ainda compartilhar experiências.
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O novo mundo dos negócios
A proposta implica realmente num ambiente mais flexível e muito dinâmico, independente das condições de aluguel: um espaço em uma mesa, ou uma mesa completa, ou até mesmo uma sala própria. E sendo assim vem crescendo o busca por essas condições estruturais, que antes de tudo passam a ser a referência cadastral das novas empresas. “Ter um espaço de trabalho sem os custos de instalação e manutenção de um escritório tradicional é uma das grandes vantagens do coworking. Cada dia mais, profissionais de algumas áreas, cujo tempo maior é tomado junto aos clientes, procuram um espaço que sirva como referência de endereço profissional e a um custo mais baixo. Outro fator, a meu ver, é o da experiência do homework não ter sido tão bem sucedida. E por isto temos recebido várias consultas de profissionais que atuam nesta área. Acreditamos ser um mercado com um alto potencial de crescimento para uso de coworking”, destaca Manoel Borba Filho, diretor financeiro do SoftexRecife (PE), no empresarial ITBC, na Rua da Guia, Bairro do Recife.
Coworking fortalecem as parcerias e integração de negócios
Para alguns profissionais, a opção pelo coworking é uma estratégia de trabalho que possibilita equilibrar o tempo na rua e um ponto específico para manter o negócio em evidência. “Trabalhar em casa às vezes é muito limitado e o meu trabalho também deixa um escritório fixo muito obsoleto. Quando abriu o Workspot eu pensei: que sorte, porque consegui equilibrar as coisas. Hoje, trabalho no escritório quando tenho necessidade de sair de casa, de atender um cliente”, destaca fotógrafo Maurício Messa (PE), profissional que se utiliza desta proposta para trabalhar.
E dela faz uso incondicional ampliando as opções que mantinha até um tempo atrás que estavam fadadas a reuniões em cafés, restaurantes e outros pontos de encontro temporários. “Uso o Workspot como meu local de trabalho regularmente e no fim do mês meu custo com escritório é mínimo”, conta Messa, para quem a infraestrutura a mão é essencial hoje. “Quando tenho um cliente, eu sempre marco no Workspot, porque tenho a segurança, o bom ambiente e a privacidade de receber. Para mim, vale muito a pena financeiramente, porque eu economizo só pagando as horas de trabalho. E ainda tenho o networking, porque trabalhar só em casa acaba que os contatos ficam limitados e o profissional isolado”.
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É possível ser Contente nos mínimos detalhes
“Quanto mais a gente souber conectar esses mundos diferentes, melhor vamos aproveitar o potencial de cada um deles”, é o pensa a jornalista Daniela Arrais, uma jovem profissional pernambucana, bastante centrada, que conseguiu aliar a comunicação em todas as esferas e possibilidades. Formada pela Universidade Federal de Pernambuco, ela passou pelas redações do Jornal do Commercio e chegou inclusive há atuar durante anos pela Folha de São Paulo, mas foi a paixão pelo jornalismo online que a conquistou, depois de uma paquera despretensiosa. “Sempre achei que fosse fazer duas coisas na vida profissional. Me formei em jornalismo, fiz o programa de treinamento da Folha de São Paulo, trabalhei por lá durante alguns anos. Em paralelo, comecei um blog, o Don’t Touch My Moleskine (www.donttouchmymoleskine.com), onde ia postando textos, músicas, fotos que me alegravam. Por causa do blog, conheci a Luiza Voll, hoje minha sócia. Ficamos amigas de internet, nos conhecemos no mundo físico e percebemos que tínhamos uma paixão muito grande pela internet. Daí decidimos fazer algo juntas. Assim surgiu a Contente”, lembra ela.
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A viabilidade de uma boa ideia
Há milhares de séculos, Jesus Cristo dava o pontapé inicial num conceito que hoje se torna mais realidade do que nunca, mas no campo dos negócios: partilhar e dividir. No mundo em que compartilhar é melhor do que trabalhar segregado, temos uma nova realidade e uma nova forma comercial de concretizar ideias e de promover inovação, que depende essencialmente do interesse do próximo. Isto é crowdfunding, um termo inglês cuja criação é creditada ao empresário americano Michael Sullivan, em 2006. “Existem várias palavras em inglês, e diversas traduções para o português. (E eu faço traduções do alemão por português), mas a melhor versão para nossa realidade é: vaquinha via redes sociais (no meio cultural), ou ‘assinatura no livro de ouro’ (em ambiente esportivo, escolar e religioso)”, diz o escritor, consultor em recursos humanos e designer, Igor Rafailov (PE), autor de Dicionários de Fobias.
Além do campo das ideias
Quando não basta apenas ter uma ideia na cabeça, plataformas colaborativas ajudam a concretizar ideias e projetos. E isso é Crowdfunding. “O crowdfunding surgiu em 2006 e era voltado apenas para iniciativas musicais com o site europeu ‘Sellaband’. Rapidamente outros lugares do mundo começaram a utilizar a ferramenta de captação de pequenos valores pela multidão em outras áreas: politica, cultura e outros”, lembra Dora Dimenstein do Nosacuda Ideias Criativas (www.nosacuda.com.br), primeiro site de crowdfunding de Pernambuco. Segundo a especialista, este movimento começou no Brasil em 2009 com o site Vaquinha e em 2011 com o Cartarse, que se tronou o modelo de impacto por se focar em projetos de natureza cultural em geral.
Um mercado pautado na concretização das ideias

Entre grandes estrelas internacionais e nacionais, o grande sucesso da proposta do crowdfunding são os projetos de anônimos realizadores, que investiram na proposta. “Decidi colocar o projeto Ícones dos Quadrinhos no Catarse para que as pessoas se sentissem parte dessa iniciativa. Além disso, o crowdfunding também funciona como uma espécie de pré-venda e o livro já saiu com mais de 700 exemplares vendidos”, lembra o publicitário, escritor e colecionador Ivan Freitas da Costa, que apostou na plataforma para viabilizar a realização de uma publicação em edição de luxo, com capa dura e 220 páginas coloridas em papel de alta qualidade, com 100 ilustrações exclusivas de personagens clássicos das histórias em quadrinhos.
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Um novo olhar. Novos negócios
“O presente impõe formas. Sair dessa esfera e produzir outras formas constitui a criatividade”, segundo o escritor e dramaturgo austríaco, Hugo von Hofmannsthal, um dos fundadores do Festival de Salzburgo, considerado um dos mais famosos festivais de música e teatro de todo o Mundo, realizado todo verão, na terra natal de Mozart. Pensando sempre a frente, declarava já naquela época que não era necessário conhecer muitas coisas, mas sim pôr muitas coisas em contato umas com as outras e que isto constituía o primeiro grau de criatividade. A integração das parcerias contribui para criar produtos e serviços inovadores, e este cenário está mais do que latente no Nordeste e em especial em Pernambuco. “Pernambuco está hoje entre as sete localidades nacionais de maior potencial para a economia criativa”, de acordo com a gerente geral de economia criativa da Sdec – Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Veronica Ribeiro, durante o lançamento em abril passado da célula executiva voltada para a economia criativa do Governo do Estado, que nasceu com a finalidade de discutir, modelar e fomentar projetos para os setores considerados pelo governo prioritários na área. Tudo isto de olho no potencial deste movimento que gera diversos negócios em variados segmentos, utiliza ferramentas que estimulam a interatividade e resulta em mudanças de comportamento.