“O fim material de toda a atividade humana é o consumo” disse o sociólogo e economista William Henry Beveridge, que elaborou durante a Segunda Guerra Mundial, o Report on Social Insurance and Allied Services, conhecido como Plano Beveridge, que é considerado o responsável pelo surgimento do plano da assistência social moderna. Considerações distintas a partir, esta frase do reformista social britânico resume de forma prática o comportamento básico do homem. Um comportamento que vem se modificando e que deverá mostrar um perfil distinto, inclusive, nos próximos 20 anos, segundo pesquisa de 2010 da Macroplan – Prospectiva, Estratégia e Gestão: “Mudanças no Perfil do Consumo no Brasil: Principais Tendências nos Próximos 20 Anos”. O estudo indica que as empresas encontrar um cenário influenciado por diversos elementos como a valorização da qualidade de vida, o consumo precoce e o aumento do poder de consumo das classes de baixa renda e o envelhecimento populacional. Numa análise minuciosa, podemos determinar que esses fatores são influenciados diretamente pela distribuição das faixas sociais brasileiras hoje em dia e naturalmente por uma mudança na importância e nos conceitos de bem estar da população.
Iniciada no final da década de 50, uma nova tendência da música ganhou maior força no mercado de comunicação nos anos 80, e talvez tenha em Michael Jackson uma das figuras mais icônicas do casamento entre artistas e uma marca. Além de estrelar comerciais do Cereal Alpha Beats com o Jackson Five (1970), ele foi garoto-propaganda da Pepsi (1977, 1984, 1987, 1992), Suzuki (1982), Sega (1988) e calçados La Gear (1990), por exemplo. Mas, no Brasil, isto também não foi diferente. Esse trabalho foi bastante impactante em comerciais, especialmente nos anos 50, e recebeu desta forma muita influência do rádio (principal veículo popular). Entre nossos artistas estão a cantora Dóris Monteiro, Rainha do Rádio – 1956 a 1958, estrela de campanha da Coca-cola (“Coca-cola faz um bem”), e Angela Maria, voz por trás da marca Angel Face de cosméticos, nos anos 50.
A música fica na memória e pode-se comprovar isso no vídeo de “Closer to the edge” da banda norte-americana de rock alternativo 30 Seconds To Mars, na qual comentário de fã define muito bem o peso que a música tem hoje no mundo: “A música faz o mundo girar. E para mim se ela não existisse, eu também não existiria. A música é tudo para mim”. Teor da letra a parte, vivemos um momento pautado pela sonoridade de todas as formas, e em todos os lugares. Sons particulares de passageiros duelam com a radiodifusão das linhas de ônibus; informam a mudança de semáforos nos sinais para a passagem de pedestres; e até fixam em nosso inconsciente imagens e conceitos de produtos e empresas entre os breaks na programação da Tv e do rádio.
Comunicar-se através dos sentidos é uma das formas de alavancar as vendas, seja pelo olfativo, visual, tato ou auditivo. E, assim, é cada vez mais oportuno o trabalho de construção e gerenciamento de uma marca junto ao mercado, nesta Era em que o marketing sensorial se torna um diferencial. Esta identidade musical, então, é antes de tudo uma nova ferramenta de comunicação dentro deste guarda-chuva. “Os sentidos são a verdade das marcas. Você usa um perfume que não gosta pra agradar alguém? Come uma comida que não curte pela sua namorada? Escuta três vezes consecutivas uma música que não suporta porque seu pai adora? Não! Precisamos dessa verdade e contá-la em forma de música, para sermos lembrados lá na frente!”, diz Pedro Salomão, diretor executivo da Radio Ibiza (RJ).
Em 2009, uma gigante do fast food mundial encarou uma crise violenta que marcou o mercado, afinal, em três dias, um vídeo de dois funcionários descontentes da Domino´s Pizza foi visto por cerca de um milhão de pessoas pelas redes sociais. Na época, quando pesquisada a palavra “dominos” no Google, cinco entre 12 páginas faziam referência ao episódio relacionado à cadeia americana de pizza, e a avaliação dos consumidores se tornou negativa. A marca postou no YouTube um pedido de desculpas do presidente da empresa, mas não foi suficiente para controlar totalmente os danos causados.
Num cenário em que fidelizar se tornou ponto essencial para tornar o negócio sólido em meio a tanta concorrência, mensurar a importância do endobranding e as melhores formas de desenvolvê-las pode enfatizar o sucesso de uma marca, ou de uma empresa. “O engajamento do colaborador na retransmissão dos valores da empresa é o objetivo do que chamamos de Branding interno. A socialização do valor está além da esfera organizacional, ela se apresenta em todas as atitudes empresariais, funcionando como um estereótipo que será constantemente visitado pelos clientes internos e externos. Vejo claramente que, para qualquer ação de marca, valor e engajamento, o capital sociológico será muito mais importante que o de mercado. Isso pode mudar tudo na forma como as organizações pensam suas estratégias de Marketing. Talvez até seriam ações de ‘sociomarketing’, ou como sejam batizadas num futuro próximo”, acredita o publicitário, professor e consultor, Marcus Quintanilha Filho (BA).
Como em todo relacionamento, este casamento começa com uma paquera. Então, se a empresa não começa a conquista no recrutamento, pode ser que esse nunca funcione a contento. “Funcionários satisfeitos, geram clientes satisfeitos. Para que o resultado final da nossa venda, prestação do serviço seja positiva, a comunicação interna da empresa tem que ser exemplar. Treinamento é a palavra-chave. Nossa missão tem que ser levada a sério. A promessa do nosso serviço não pode ficar só no papel, tem que ser concretizada, e para isso nossos funcionários são treinados e capacitados para tal, para que a comunicação interna não tenha falhas”, diz Marcelo Gil da Mercado Vip.
Investimentos geram um orgulho que se espalha como rastilho de pólvora e ganha as ruas, tornando-se maior do que só na empresa, como nos casos da Apple, do Google e da Rede Globo. “O Google é um ótimo exemplo, onde funcionários sentem prazer de trabalhar. O ambiente de trabalho favorece bastante, e a aceitação da necessidade do serviço vem de longo prazo. Empresas como Natura e Avon também são bastante desejadas por mulheres que, consequentemente, acabam acreditando no produto que estão vendendo”, opina Eduardo Borges, diretor no Brasil do portal AshleyMadison.com (RS), rede social de namoro online há quase 15 anos no mercado. Para ele, o branding interno faz com que funcionários se sintam confortáveis em vender aquele produto ou serviço, pois acreditam nele e, por isto, é fundamental conquistá-los.
Com 44 anos de atuação no mercado regional, a Globo Nordeste reuniu no dia 21 de julho profissionais, empresários e parceiros do mercado de comunicação para conhecer os novos planos e novidades para todo sistema da emissora no encontro “Eventos e Projetos Comerciais 2014/2015”. Todo o planejamento para o segundo semestre deste ano e para 2015 foram apresentados e deu-se o start para novas oportunidades e propostas de renovação de patrocínio para programas e eventos que fazem parte do calendário dos pernambucanos. Desde 1972 a Globo já leva o Nordeste desde o nome, porque não olhamos só para Pernambuco, olhamos a região toda. Temos que enxergar o cinturão da Bahia até o Maranhão”, lembra o diretor comercial, Iuri Leite. Continuar lendo Novidades e curiosidades movimentam o sistema da Globo NE→
Ligado ao começo do capitalismo, o conceito das classes sociais teve seu inicio a partir dos impactos causados pela primeira revolução industrial. Naquela época, Karl Max escreveu o manifesto comunista com Friedecrich Engels, em que determinavam em linhas gerais que a sociedade poderia ser divida em duas classes: a dos explorados (proletariado) e dos exploradores (proprietários e burgueses). Com o tempo e as mudanças do mundo, este modelo clássico ganhou uma nova abordagem pelo sociólogo Max Weber, em que a sociedade passou a ser categorizada em termos econômicos e de renda. Sistema este que até agora era usado no Brasil. Uma classificação que mantinha cada vez mais em destaque as discrepâncias entre uma e outra camada da sociedade, em especial a C que mais alcançou mobilidade social e chegou a crescer cerca de 20% nos últimos 10 anos.
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