Arquivo da categoria: Marketing

O luxo do luxo, a Internacionalização do mercado do Nordeste

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Holly Golightly (Audrey Hepburnn) do filme de Blake Edwards Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s), do clássico de Truman Capote

Há 51 anos o cineasta Blake Edwards trazia às telas uma obra de Truman Capote que virou clássico e incorpora até hoje a ânsia por se diferenciar pelo estilo e pela posse de um artigo “único”: o filme Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s), estrelado por Audrey Hepburn, que imortalizou a personagem Holly Golightly, uma garota de programa nova-iorquina com ares de socialite e apaixonada pelas joias da Tiffany´s. A história, que ainda emociona gerações, destaca o desejo de consumo diferenciado e a força de uma marca com um padrão que a define pelo requinte máximo. “O mercado de luxo sempre existiu. O que aconteceu nos últimos anos foi a vinda de marcas internacionais para o país devido ao nosso crescimento econômico. Um outro aspecto importante no Brasil é que, como temos uma das piores distribuições de renda do mundo, a classe mais favorecida economicamente fica cada vez mais rica e, consequentemente, consome ainda mais”, diz Paulo Al-Assal, diretor-geral da Voltage (agência de pesquisa especializada em tendências) e coordenador da pesquisa Brand Personality, que mostra a clara tendência de repensar o consumo.

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Marketing de Luxo no Boom do Mercado Brasileiro

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Americo Neto, Diretor de Atendimento da Viamídia Publicidade

Na rota das marcas de Luxo, Brasília lidera o ranking e Belo Horizonte também desponta entre as cidades, embora ainda entrem neste cenário Salvador, Recife, Curitiba e Porto Alegre. “Aqui no Brasil existem produtos de marca de luxo, praticamente desenvolvidos unicamente para o nosso mercado. São produtos mais simples e mais baratos, no entanto, com a marca de luxo que todos desejam”, diz Americo Neto, Diretor de Atendimento da Viamídia Publicidade, para quem o público que consome tanto produtos de luxo busca diferenciais concretos. “Quem compra, quer primeiro qualidade e busca por produtos teoricamente melhores. Depois, pelos valores agregados às marcas como: estilo, status, ascensão social. E principalmente: pelo sonho!”.

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Marketing de Luxo, um novo cenário

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Alessandra Nutels, Diretora de Marketing e Comercial da Flu Look

É um fato. A situação da economia brasileira trouxe incalculáveis mudanças que até o momento são positivas. Transformou os consumidores mais exigentes. Eles demandam um grau de complexidade maior por parte das marcas em suas estratégias. “É um público mais exigente e com mais dinheiro para gastar, formado por pessoas que estão encontrando o luxo ao alcance das mãos. Esse público consome produtos de luxo exatamente porque passou a ter facilidade de acesso a eles. Se luxo é sinônimo de bom gosto, a nova classe consumidora tem bom gosto e quer usufruir disso”, lembra Alessandra Nutels – Diretora de Marketing e Comercial da Flu Look (AL), que sempre apostou em diferenciais e, por isso, tem sido pioneira em muitas iniciativas.

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Sob as lentes do Marketing de Luxo

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Rodrigo Stéfani Correa, coordenador do grupo de pesquisas em Marketing de Luxo da UFPE e professor adjunto do Departamento de Comunicação.

Quem consome o Luxo não só está numa faixa social de alta renda, como também aspira uma relação mais estreita com as marcas (pautado pela transparência, honestidade, confiança, integridade, respeito e ética), espera ser constantemente surpreendida com ações de relacionamento e busca a valorização da qualidade de vida e do bem-estar. Por isto, da mesma forma quer consome produtos, consume mais informação em conversa com amigos e nas mídias convencionais e digitais. “Historicamente, o luxo sempre foi relacionado à ostentação, futilidade e excentricidade. Hoje é totalmente diferente. Na hipermodernidade, o luxo está intimamente ligado a qualidade de vida, ao bem estar, a educação e a novas experiências (sensações). Parece ser um equívoco focar o luxo nos atributos do produto apenas, como raridade, qualidade e desempenho”, coloca Rodrigo Stefáni Correia, que realizou diversos estudos. Para ele, a comunicação, a estrutura e os serviços atrelados à marca (consultoria, ações de entretenimento e acesso a culinária, artes, vinhos e literatura) são mais fortes do que a oferta de produtos diferenciados. “Não adianta as empresas oferecerem produtos magníficos de grifes famosas ou de marcas consagradas, se a mesma não pensar na arquitetura do seu ambiente de venda, na hiperqualificação de seus funcionários e nas condições de acomodação do consumidor para um universo sensorial, mágico, encantador. A comunicação também muda radicalmente, o trade de luxo não comporta publicidade tradicional, não é receptiva a comunicação promocional e às tradicionais estratégias de relacionamento”, ressalta Correa, que é coordenador do grupo de pesquisas em Marketing de Luxo da UFPE e professor adjunto do Departamento de Comunicação.

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Marketing de Luxo, mais do luxo

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Consultora Imobiliária Maria de Jesus

Não é novidade que os consumidores estão cada vez mais exigentes. Como público diferenciado, eles necessitam de atenção especial e demandam um grau de complexidade maior que vai além da busca por viagens, cosméticos, novos restaurantes, spas, roupas e acessórios. As vendas de bens de luxo estão superando os diversos setores da economia e alcançando um mercado que, anteriormente, representava no passado renda adicional e hoje se reflete puramente em investimento. “Definitivamente, o luxo é negócio principalmente, quando falamos de imóveis. É possível obter muita liquidez através de investimentos neste mercado, principalmente, quem tem visão de futuro, pois o mercado de imóveis de luxo ainda tem muito o que crescer em todo o País. Cerca de 80% dos meus clientes ganham muito dinheiro no mercado imobiliário e alguns costumam investir na bolsa, mas não abrem mão de colocar seu dinheiro em imóveis de alto padrão. E quem quer investir, mas não sabe bem como, deve procurar um consultor, que vai saber bem onde estão as tendências, o que naquele momento é um projeto, mas depois vai significar lucro”, diz a Consultora Imobiliária Maria de Jesus (PE), que atende um público em ascensão, destacando-se empresários, profissionais liberais bem sucedidos e estrangeiros.

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#BoasPraticas é essencial

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Manoel Fernandes, da BITES, fala sobre Mídias Sociais como instrumento de gestão interna de processos nas empresas. #BoasPraticas

Na “Nova Era das Tecnologias” parece que vale de tudo. Estar conectado é brincadeira de criança, que qualquer um pode desenvolver. Sim, em tese. As redes sociais podem ser um bom negócio se partir um planejamento estratégico, assumindo a realidade de que cada caso é um caso e que as experiências são diferentes para cada empresa, especialmente num país como o Brasil que já é o quarto do mundo em que os internautas interagem com as marcas. E esta preparação deve tomar o tempo que for necessário e deve partir do pressuposto de que nunca estará pronta, porque as redes sociais são uma caixinha de surpresas e nunca se sabe o que vai acontecer. Desta forma, observar e analisar o que anda rolando na rede é o melhor termômetro para interagir com o internauta, contornar crises de imagem e prever possíveis tendências. “Não se pode prever se não se apurar constantemente. É imprescindível analisar padrões e possibilidades sobre diversos assuntos, com um olhar diferenciado, para poder compreender e detectar o que há por vir. Mas, já podemos destacar que o que está no mercado hoje estará ocupando o mercado nos próximos anos. Contudo, conteúdo para social commerce é uma grande tendência. Na verdade, neste momento, não se pode ver uma coisa isolada. O contexto é rei dentro das mídias sociais e do e-commerce”, frisa Manoel Fernandes.
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Quando os dados fazem a diferença

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João Gabriel Fonseca, diretor de marketing da SEO Master

No planejamento de marketing digital, sabe-se que é necessário selecionar as redes sociais ideais, as ferramentas adequadas, identificar as oportunidades, desenvolver o conteúdo atrativo, entre outros fatores importantes para o desenvolvimento do trabalho. Mas, muitos especialistas consideram que este processo vai muito mais além. Afinal, podemos perder algum detalhe importante enquanto monitoramos e gerenciamos todo o trajeto para manter a imagem da marca e da empresa em evidência na web. E, por isto, uma forma de exercitar o Social Media Marketing tem sido empregada por diversos especialistas: o Business Intelligence, ou BI, que em português claro pode ser traduzido como Inteligência de negócios. “O conceito foi desenvolvido na década de 80, referindo-se à prática de coletar dados e organizar, para servirem de insumo para análises que as tornarão informações úteis e possibilitem uma melhor sustentação para a tomada de decisões. As empresas estavam começando a perceber uma nova situação, que hoje é um dos nossos maiores problemas: o excesso de dados. A partir deste momento a inteligência empresarial tornou-se uma vantagem competitiva para todos os setores do mercado. O desenvolvimento e popularização da computação e internet ajudou a potencializar esse cenário de inundação de dados, principalmente depois do surgimento das mídias sociais. Se antes o conteúdo era criado por empresas, agora a maior parte é criada por usuários que tem vontade de compartilhar suas experiências e opiniões com outras pessoas. Isso fez com que haja milhões de tweets no Twitter, curtidas no Facebook e pins no Pinterest, que precisam ser lapidados para a aplicação do business intelligence”, diz o João Gabriel Fonseca, diretor de marketing da SEO Master (RJ).

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Análise minuciosa evita riscos e possibilita resultados assertivos

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Paulo Schiavon, diretor de planejamento e mídia da Agência Enken

A popularização das ferramentas para gestão de mídias sociais não só consolida a leitura dos dados como também facilita a análise, interpretação e tomada de decisão. E o posicionamento a partir disto e o processo integrado ao planejamento estratégico desenvolvido com ele possibilitam o maior engajamento, uma vez que se estabeleça uma estratégia efetiva e adequada. “A estratégia de atuação depende do contexto. As fontes de informações de BI em Social Media são, normalmente, ferramentas que monitoram as publicações relacionadas à marca ou ao setor de atuação da empresa. É comum também o uso de ferramentas de acompanhamento do desempenho dos canais proprietários da marca, como Facebook Insights, que oferece uma visão do tráfego da fanpage, perfil demográfico do público, engajamento, etc. Outras ferramentas de SAC 2.0 e CRM 2.0, sistemas que integram as redes sociais a dados de outros canais de relacionamento das empresas, também são valiosas fontes de informação. Há ainda uma série de técnicas de coleta e métodos de análise que proporcionam uma visão mais aprofundada da relação da marca com seu público, como o Social Network Analysis, análise que busca interpretar as relações entre os usuários de uma mesma rede ou grupos que não necessariamente se encontram, mas que possuem algum laço em comum – em algum grau; Complex Network, análise das Redes Complexas para a identificação de hubs e previsão de crises; e Estudo Netnográfico, dentre diversas outras”, pontua Paulo Schiavon, diretor de planejamento e mídia da Agência Enken (SP).

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As várias faces da mesma moeda

140523551Através de vídeos em canais como os do Youtube, conquista-se hoje audiência comparável à de programas de sucesso na TV, que podem servir em muito de trampolim para outras oportunidades profissionais. Este foi o novo lugar ao sol que o carioca Felipe Neto, conquistou com o seu trabalho a base de críticas sarcásticas sobre novos modismos e sucessos teen, como os filmes de vampiros da saga da escritora americana Stephenie Meyer, com mais de 4,5 milhões de visualizações. A notoriedade na rede lhe proporcionou até um programa no Multishow/ Canal Globosat (“Até que Faz Sentido”), mas este trabalho não representa uma fórmula mágica. Eu acho que se existisse uma receita para o sucesso na web, todo mundo faria sucesso na web. “O Não Faz Sentido já foi analisado diversas vezes por muitos especialistas que tentaram dizer a razão de seu sucesso, mas ninguém pode precisar com 100% de eficácia. Em minha opinião, foi o resultado de timing com muita dedicação e ausência de medo, além de pouca vergonha na cara. O Não Faz Sentido tenta muito mais do que só atingir a risada, muitos dos vídeos não possuem uma piada sequer e apenas atentam à crítica e à tentativa de alertar as pessoas sobre alguma coisa que eu considero errada”, diz o vlogueiro.

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De dentro para fora é o que funciona

Seminario Signo - Foto Juarez Ventura.Quod Produção de Imagem (DSC9231)“Quem não se comunica, se trumbica”, já dizia o velho comunicador global Chacrinha, em seu programa há mais de vinte anos atrás. E é esta realidade que a pesquisa “Retrato da comunicação interna nas empresas de Pernambuco”, desenvolvida pela Signo Comunicação este ano, apresenta para o mercado. Os resultados deste estudo foram apresentados para grupo de profissionais de RH e comunicação no dia 05 de dezembro, no auditório da Celpe, no Recife, durante evento de celebração dos oito anos da empresa de comunicação estratégica: o seminário “O Valor da Comunicação Interna”. Uma mesa composta por nomes expressivos hoje no cenário empresarial e de comunicação refletiu um pouco sobre como as empresas estão se comportando atualmente e como passaram a se adaptar frente às novas necessidades do seu principal público: o interno.
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