Em agosto do ano passado, o Sebrae e a Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais (Apro) uniram forças numa mesma missão: capacitar pequenos produtores para o proeminente mercado audiovisual brasileiro da atualidade, através de projetos que contam com investimentos na ordem de R$ 4 milhões para capacitar, a serem desenvolvidos até setembro próximo. A perspectiva é beneficiar 300 empresas do setor das cerca de seis mil cadastradas hoje na Agência Nacional do Cinema (Ancine). E não é a toa. Estamos falando de uma rede de negócios que envolvem, em especial, as produtoras independentes que chegaram a captar aproximadamente R$ 1,7 bilhão, de 2001 a 2012, via mecanismos federais de incentivo, de acordo com a instituição de regulação.
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Uma produção a ser apoiada pelas marcas
Durante mais de cinco décadas a frase “Cinema é a maior diversão” do empresário cinematográfico Luiz Severiano Ribeiro, fundador do grupo Severiano Ribeiro, tornava grande e memorável uma das experiências mais impactantes para a sociedade. Hoje, a indústria cinematográfica não é mais a mesma, e o que impera atualmente no país é uma fábrica de produção audiovisual, que proporciona mais do que entretenimento. Este é um cenário de sucesso para um novo mundo de negócios em que saem ganhando os seus realizadores, marcas, prestadores de diversos serviços (em especial de todas as áreas da comunicação) e naturalmente agências de propaganda. E não é a toa. Este mercado não para de crescer desde 2002 quando nasceu a Ancine – Agência Nacional do Cinema. “O conteúdo audiovisual é um excelente meio para divulgação de marcas, empresas e produtos. E envolve desde peças publicitárias até o próprio merchandising. Estratégias diferenciadas aproximam o conceito deste conteúdo com espírito da marca, da empresa e do produto a ser divulgado. Envolvem diversas ações criativas”, diz Mario Diamante, diretor de projetos audiovisuais do Arte1/ Grupo Band (SP).
O ponto de partida do mercado audiovisual
Inegavelmente a atual produção audiovisual é reflexo de um processo de resgate do cinema nacional com Carlota Joaquina – Princesa do Brasil de Carla Camurati, há 20 anos, que trazia uma nova onda no mercado brasileiro recolocando-nos em destaque. Este movimento foi definitivamente iniciado com o aporte de muitas marcas (mesmo que aos trancos e barrancos) e beneficiou, inclusive, outras produções subsequentes como Baile Perfumado (1996), Central do Brasil (1998), Cidade de Deus (2002), Tropa de Elite (2007), Bruna Surfistinha (2011) e mais recentemente o Hoje eu quero voltar sozinho, por exemplo. Até novembro de 2013, este cenário cinematográfico brasileiro registrara a venda de 22 milhões de ingressos para filmes nacionais no mercado interno brasileiros, para projetos como “Meu passado me condena”, apontado como a segunda maior bilheteria do ano. “Nos últimos 20 anos, não havia uma produção constante de filmes de longa, por exemplo, com alto grau de comunicabilidade com o público, ou autorais ou produção de series com produção independente”, lembra Mário Diamante, diretor de projetos audiovisuais do Arte1/ Grupo Band.
Indústria e mercado, um casamento de sucesso
Em outubro do ano passado, a Empresa de Distribuição de Filmes – RioFilme anunciou durante o Festival de Cinema do Rio o lançamento de editais de financiamento para o setor audiovisual que devem contemplar 40 projetos nas áreas de cinema, web e televisão com o montante de R$ 10,16 milhões. São três linhas que irão receber investimento seletivo e prevê pelo menos 15 filmes (ficção, animação ou documentários), 11 projetos de curtas e dez projetos de séries para o YouTube. Essas produções iniciadas em web, por exemplo, talvez tenham sido o gatilho de uma nova forma de ver a produção no Brasil, a partir de projetos do Parafernalha de Felipe Neto (como o Não faz sentido). “Há, de fato, uma revolução tecnológica em curso, com uma mudança radical nos hábitos de consumo de mídia/ informação. Há muitos fatores que influenciam esse movimento simultaneamente como mentalidade, demanda do espectador, consumidor por conteúdo nacional, sensibilidade das empresas e marcas, crescimento de uma mão de obra e de infraestrutura para produção de qualidade competitiva, normas e leis de proteção”, destaca Samantha Ribeiro de Oliveira, gerência de aquisições nacionais da EBC/ TV Brasil (RJ).
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De Recife para o mundo, Marco Zero gera conhecimento através do entretenimento

Pode parecer um clichê, mas estamos vivendo cada vez mais em meio ao conceito “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, preconizado pelo cineasta Glauber Rocha, na década de 1960, um dos idealizadores do movimento Cinema Novo, em que jovens apostaram na produção de uma cinematografia de baixo orçamento e com uma temática voltada para a realidade do país da época. O que antes era apenas uma proposta para superar a falência desta arte nacional hoje ganhou uma nova visão e promessa para o mercado audiovisual. E o cenário está cada vez mais propício para o desenvolvimento desde a retomada do crescimento do cinema, a partir de 1995, com o lançamento de Carlota Joaquina, Princesa do Brazil (1995) de Carla Camurati, de acordo com dados do relatório setorial do Portal Filme B,15 em 2005.
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O Universo de Miyazaki, Otomo e Kon
Mostra de Cinema exibe produções de Hayao Miyazaki, Katsuhiro Otomo e Satoshi Kon, e promove curso e oficina de mangá
A CAIXA Cultural Rio de Janeiro e a 3 Moinhos Produções apresentam, desta terça (28 de junho) a 10 de julho, a mostra de cinema “O Universo de Myiazaki | Otomo | Kon” com 18 longas-metragens de animação. A mostra, além da cinematografia de Miyazaki, se expande para as obras de Katsuhiro Otomo e Satoshi Kon, ambos também marcados pelo refinamento nas produções e temáticas fora do convencional industrial.
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